sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Papa encoraja ajuda ao Haiti devastado por furacão

Mais de 300 pessoas morreram no Haiti com a passagem do furacão Mattew, que agora chegou à costa ocidental dos Estados Unidos


O Papa Francisco manifestou o seu pesar pelas vítimas do furacão que devastou o Haiti e causou mais de 300 mortes. Em telegrama enviado nesta sexta-feira, 7, ao presidente da conferência episcopal do país, Cardeal Chibly Langlois, Francisco se une em oração e encoraja ajuda ao país.
A mensagem é assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin. O Papa assegura sua proximidade espiritual aos atingidos pela calamidade e confia todos os mortos à misericórdia de Deus, para que os acolha em sua luz. O Santo Padre também encoraja ajuda e solidariedade nesta nova provação pela qual o país passa. Para a ONU, essa é a pior crise humanitária desde o terremoto em 2010.
Com chuvas e ventos de mais de 220 quilômetros por hora, o furacão Mattew foi classificado na categoria 3 e devastou a ilha do Haiti, matando mais de 300 pessoas, atingidas por escombros, árvores ou arrastadas pela força da água.
O furacão já chegou à costa ocidental dos Estados Unidos. Na Flórida e Carolina do Sul foi decretado estado de emergência. “É questão de vida ou de morte”, disse o presidente norte-americano, Barack Obama, que pediu aos cidadãos para deixarem as áreas de risco; estima-se que três milhões de pessoas estão em perigo. “Proteger as vidas humanas é a prioridade”, “se estão me vendo e vivem em uma área a ser evacuada, devem partir logo”, é o apelo do governador da Flórida, Rick Scott.

Situação no haiti

“No Haiti, devemos pensar nas famílias e nas crianças atingidas pela emergência”, diz Elena Cranchi, da Organização humanitária SOS Aldeia das Crianças, uma entidade sem fins lucrativos presente na ilha desde 1978.
“O furacão foi devastador! Houve danos em milhares e milhares de casas, portanto, há famílias que perderam tudo outra vez, tudo! É uma terra que foi gravemente ferida por um terremoto apenas há seis anos…A emergência mais imediata agora está ligada ao fato de que faltam comida e água. A água está suja, contaminada e isso preocupa muito”, descreve Elena, acrescentando que o Unicef lançou um apelo, pois o risco de epidemias é concreto. “Estamos nos movendo com as autoridades, como já fizemos no terremoto, para procurar levar o primeiro socorro às famílias e às crianças envolvidas. São números importantes: fala-se de quatro milhões de crianças”, completa.

Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano